Cantava com o poeta Louro Branco e na plateia estava o também poeta "Zé Teófilo" (violeiro e aboiador - chamador de gado, com alguns denominam). Louro terminou uma estrofe dizendo:
"É um tormento escutar
A cantoria de Zé"
Amaro Dias, prontamente, respondeu:
O pobrezinho de Zé
É todo desmantelado
Se chama gado não presta
Se faz um verso é errado
No fim, nem lá e nem cá
Nem canta e nem chama gado!
(Amaro Dias)
quarta-feira, 11 de abril de 2018
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Verso de improviso sobre o poeta Louro Branco
Dias após a morte do poeta Louro Branco, com quem o poeta Amaro Dias por muito tempo fez dupla, em cantorias, mas, sobretudo, no programa Violeiro do Vale, Amaro Dias, cantando com o poeta Carlos Silva (da dupla dos Irmãos Silva), este terminou uma estrofe dizendo:
Louro era muito honesto
Orgulho dos cariris
O poeta Amaro Dias complementou:
A sua esposa feliz
Porque Louro onde comprou
Pagava antes do dia
Que ninguém nunca cobrou
Só devia a alma a Cristo
Na quinta-feira pagou.
Louro era muito honesto
Orgulho dos cariris
O poeta Amaro Dias complementou:
A sua esposa feliz
Porque Louro onde comprou
Pagava antes do dia
Que ninguém nunca cobrou
Só devia a alma a Cristo
Na quinta-feira pagou.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Verso de improviso
Em outra oportunidade, desta feita com o poeta Zé Bonifácio (in memoriam), este terminou uma estrofe dizendo:
"Mulher que trai o marido
Tem uma fama danada"
O poeta Amaro Dias emendou:
Toda mulher casada
Que tem amor escondido
Se queixa que está com febre
Dor de cabeça e ouvido
Mas são ilusões criadas
Para enganar o marido!"
terça-feira, 4 de julho de 2017
Verso de improviso
Cantava o poeta, há muitos anos, com o poeta Zé Luiz, o assunto era a "Fiscalização das fronteiras"
O poeta Amaro Dias improvisou o seguinte:
Pra vigiar as fronteiras
Os que são os escolhidos
Chegam lá viram laranjas
Se misturam com os bandidos
Quando "vê" dinheiro endoidam
Não vai um mês são vendidos
O poeta Amaro Dias improvisou o seguinte:
Pra vigiar as fronteiras
Os que são os escolhidos
Chegam lá viram laranjas
Se misturam com os bandidos
Quando "vê" dinheiro endoidam
Não vai um mês são vendidos
terça-feira, 20 de junho de 2017
Verso de improviso
Cantava o poeta Amaro Dias com o poeta Zé Vicente da Paraíba, este findou um verso da seguinte forma:
Chega a velhice e o cansaço
Quando morre a mocidade
Amaro Dias completou:
Lembro quando a mocidade
A cantiga tinha encanto
Mas depois que envelheci
A minha voz mudou tanto
Chega a velhice e o cansaço
Quando morre a mocidade
Amaro Dias completou:
Lembro quando a mocidade
A cantiga tinha encanto
Mas depois que envelheci
A minha voz mudou tanto
Que às vezes fico pensando
Que a língua saiu do canto.
Que a língua saiu do canto.
Versos de Improviso
Cantando e Santa Cruz do Capibaribe, com o repentista Heleno Severino, este terminou uma estrofe da seguinte forma:
Sou do tempo que a cantiga
Era mais valorizada
Amaro Dias, emendou:
Eu vem da época passada
Onde o poder do repente
Dimas era deputado
Lourival era o suplente
Odilon era ministro
E Pinto era o presidente.
Assinar:
Postagens (Atom)
