sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Verso de improviso sobre o poeta Louro Branco

Dias após a morte do poeta Louro Branco, com quem o poeta Amaro Dias por muito tempo fez dupla, em cantorias, mas, sobretudo, no programa Violeiro do Vale, Amaro Dias, cantando com o poeta Carlos Silva (da dupla dos Irmãos Silva), este terminou uma estrofe dizendo:

Louro era muito honesto
Orgulho dos cariris

O poeta Amaro Dias complementou:

A sua esposa feliz
Porque Louro onde comprou
Pagava antes do dia
Que ninguém nunca cobrou
Só devia a alma a Cristo
Na quinta-feira pagou.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Verso de improviso

Em outra oportunidade, desta feita com o poeta Zé Bonifácio (in memoriam), este terminou uma estrofe dizendo:

"Mulher que trai o marido
Tem uma fama danada"

O poeta Amaro Dias emendou:

Toda mulher casada
Que tem amor escondido
Se queixa que está com febre
Dor de cabeça e ouvido
Mas são ilusões criadas
Para enganar o marido!"

terça-feira, 4 de julho de 2017

Verso de improviso

Cantava o poeta, há muitos anos, com o poeta Zé Luiz, o assunto era a "Fiscalização das fronteiras"

O poeta Amaro Dias improvisou o seguinte:

Pra vigiar as fronteiras
Os que são os escolhidos
Chegam lá viram laranjas
Se misturam com os bandidos
Quando "vê" dinheiro endoidam
Não vai um mês são vendidos

terça-feira, 20 de junho de 2017

Foto orignial da época!


Casamento do poeta Amaro Dias com a senhora Cleonice Dias

Verso de improviso

Cantava o poeta Amaro Dias com o poeta Zé Vicente da Paraíba, este findou um verso da seguinte forma:


Chega a velhice e o cansaço
Quando morre a mocidade

Amaro Dias completou:


Lembro quando a mocidade
A cantiga tinha encanto
Mas depois que envelheci
A minha voz mudou tanto
Que às vezes fico pensando
Que a língua saiu do canto.

Versos de Improviso

Cantando e Santa Cruz do Capibaribe, com o repentista Heleno Severino, este terminou uma estrofe da seguinte forma:

Sou do tempo que a cantiga
Era mais valorizada

Amaro Dias, emendou:

Eu vem da época passada
Onde o poder do repente
Dimas era deputado
Lourival era o suplente
Odilon era ministro
E Pinto era o presidente.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Poeta José Bonifácio


Bonifácio Antônio de Lima (conhecido por Zé Bonifácio) nasceu em 13 de maio de 1939, em Pão de Açúcar, distrito de Taquaritinga do Norte-PE e faleceu em Santa Cruz do Capibaribe em 30 de maio de 2017.

Nasceu em Pão de Açúcar, distrito de Taquaritinga do Norte. Anos depois, mudou-se para Afogados da Ingazeira-PE (Sertão do Pajeú), onde teve contato com grandes repentistas como Pinto do Monteiro, Jó Patriota, os irmãos Batista, Zé Pequeno, entre outros. mas, em sua lida como repentista, também cantou com João Furiba, Ivanildo Vila Nova, Zé Faustino Vila Nova, Amaro Dias, a exemplo de outros.

Tornou-se cantador profissional no ano de 1963, quando fez sua primeira cantoria com Antônio Gouveia (já falecido), assim como cantou durante cinco anos na rádio Difusora de Maceió.

Em programas de violeiros grandes foram suas experiências, valendo destacar terem sido ele e o poeta Amaro Dias que fundaram o Programa Violeiros do Vale, na Rádio Vale do Capibaribe, em 1985.

Participou de inúmeros festivais de violeiros, sendo destaque aqueles realizados em Arapiraca, Maceió e União dos Palmares. Nos início dos anos de 1980, gravou um LP de cantoria (disco de vinil) com o repentista João Bernardo.





Disco de vinil lançado pelo poeta

Há muitos anos fixou residência em Santa Cruz do Capibaribe onde tornou-se comerciante do ramo de sulanca.

Nos últimos anos de sua vida, acometido pela diabetes, sofreu outras complicações.

Certa vez, cantando com o poeta Zé Barbosa em Jaboatão, já no final da cantoria, teria que vir para o Pajeú sob pena de perder a condução. Estava muito apressado para terminar. Nesse momento, Zé Barbosa findou uma estrofe dizendo:

Já vem o clarão do dia
A festa está terminada...

José Bonifácio emendou:

Terminou-se a farinhada
Já paguei a minha conga
Agora vou viajar
Na viação araponga
Pois daqui pro Pajeú
A viagem é muito longa!